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Refrigerante zero na dieta: pode ou não pode? Nutricionista explica


Nutri analisa o impacto das bebidas sem açúcar, como o refrigerante, na microbiota e no paladar

foto colorida de copos com refrigerante

O uso de refrigerantes zero é um dos temas mais debatidos quando o assunto é equilíbrio na dieta. Para esclarecer se essas bebidas podem ou não fazer parte do dia a dia, conversamos com a nutricionista Cibele Santos, que detalhou os principais pontos de atenção sobre as versões de calorias reduzidas.

Um dos principais alertas da especialista não está nas calorias, mas na percepção do sabor. Segundo Cibele, a exposição frequente ao alto nível de doçura artificial dessas bebidas pode criar uma espécie de dependência por sabores intensamente doces. Na prática, isso acaba “sequestrando” o paladar do indivíduo, tornando muito mais difícil a escolha por opções naturalmente saudáveis.

Melissa Lomax Speelman via Getty ImagesFoto colorida pessoa tomando refrigerante
O consumo excessivo pode criar dependência por doces, tornando difícil escolher opções saudáveis

Saúde intestinal e microbiota

Além da questão sensorial, a nutricionista ressalta que é preciso olhar para o que acontece dentro do organismo. Estudos indicam que determinados adoçantes artificiais presentes nas fórmulas “zero” podem impactar negativamente a microbiota, colocando a saúde intestinal em xeque. Por isso, estar consciente da quantidade ingerida é um passo fundamental para quem não abre mão da bebida.

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O veredito final

Para Cibele Santos, o refrigerante zero tem papel específico: ele pode ser utilizado como uma ferramenta de transição para quem está tentando reduzir o consumo de açúcar. No entanto, o veredito é contrário quanto ao uso da bebida gasosa para substituir a água.

“Os refrigerentes sem calorias nunca devem substituir a água mineral, que continua sendo a melhor escolha para a hidratação”, afirma a nutricionista.